Quantos momentos mágicos acontecem numa vida? Tenho o privilégio de dizer que, só ontem, vivi três.
Primeiro momento mágico: Baleias!
Quando descobri que era possível fazer um passeio de barco para ver baleias em mar aberto em Monterey, minha viagem mudou! Literalmente! Troquei a data de diversos passeios, fiz um novo planejamento do roteiro, coloquei outras roupas na mala e, claro, aumentei em 300% o sorriso no meu rosto! Admito que foi fácil convencer o Fábio e a Dani a irem no passeio. Afinal, do meu lado estava um animal de 16 metros, 40 toneladas e que povoa o nosso imaginário desde criancinhas! Lá fomos nós enfrentar um frio congelante num barco pequeno em um dia cheio de névoa e mar agitado... E rindo à toa!
Fiz questão de encontrar um barco pequeno, com até 30 pessoas e guiado por um biólogo. Também queria que fosse uma viagem com pouco impacto ou interferência para os animais, afinal, se não gosto da exposição que os bichos sofrem num zoológico, não querotransformar meu passeio num motivo de estresse para os animais.
O biólogo do barco garantiu que eles não ultrapassam a zona de conforto das baleias - mesmo que isso signifique pra gente ver de mais longe - e que nunca perseguem ou navegam contra a baleia. Além disso, usam 95% de biodiesel (principalmente óleo usado por restaurantes da região).
Consciência tranquila, embarcamos e logo na saída vimos vários leões marinhos nadando! Parecia que davam Oi para a gente, com as nadadeiras para fora da água. Mas estavam fazendo aquele controle básico da temperatura, deixando a nadadeira, que é cheia de casos sanguíneos, pegar um ventinho. Depois, o animal mais fofo que vimos até agora: uma lontra! Marinha, claro, toda peludinha, cabeça mais clara, deitada na água, boiando com as patinhas cruzadas em cima da barriga! Uma graça! (as fotos vou por depois, desculpem!)
Até que, de repente, um jato de água no ar e um movimento estranho do mar, até que surge um corpo enorme... E um segundo... E o terceiro! Três baleias jubartes ao nosso lado! Eu não conseguia falar de emoção! É impressionante, vem uma alegria que enche o corpo, preenche cada espacinho com vontade de pular, dançar, saltar, dar um abraço gostoso. e quando sai a cauda, o UAU fica incontrolável! Daqueles que a boca nem fecha depois, que emenda em mais um UAU, em um VOCÊ VIU ISSO? e num SERÁ QUE É UM SONHO? Sim, é um sonho se realizando.
Foi um dia ruim de mar, segundo o guia. Se o tempo estivesse melhor, provavelmente teríamos visto alguns golfinhos e talvez até orcas! Mas vamos combinar que já foi bom demais, não?!
Momento mágico número 2: as águas vivas!
De volta a Monterey, almoçamos camarão e fomos ao aquário. Como adiantei, não gosto de animais em exposição, fora do seu habitat. Mas tenho que admitir que as águas vivas foram incríveis! Fiquei surpresa como a maioria nada de cabeça para baixo, pelo menos em relação ao que eu chamava de cabeça. E fiquei hipnotizada. Se fizesse o passeio ao aquário de novo, não faria questão de ver nenhum outro animal. Passaria o tempo todo na área das águas vivas.
Pensando bem, acho que preciso aprender o ritmo delas. É muito relaxante. Acho que elas podem me tornar uma pessoa mais equilibrada. Menos ansiosa. Mais fluida. Nossa, que viagem! Tá vendo o desprendimento mental que elas provocam?
Momento mágico número 3: por do sol na Pfeiffer Beach
Para coroar de rosa e dourado o fim de tarde, fomos à Pfeiffer Beach. Na 1 hora de estrada até lá já percebemos que o melhor do Big Sur ainda viria naquele fim de tarde e no dia seguinte, quando repetimos o caminho. Mesmo assim, tirei dezenas de fotos pela janela do carro em movimento, que ficaram impressionante boas, graças à paisagem irretocável! Mas não parecia podíamos parar, não hoje, porque corríamos contra o sol.
A Pfeiffer Beach tem um dos ventos mais fortes que já enfrentei. Aliás, em vários momentos da viagem achamos que a qualquer momento surgiria um tornado! Seja porque a paisagem era perfeita para um filme desse tipo - com campos abertos enormes e casinhas lindas com cara de que o tufão gostaria de levá las pelos ares - seja porque o vento é forte mesmo por essas bandas do litoral. E esse era o caso da praia a que chegamos.
O sol não se pôs num buraco da pedra que é o símbolo da praia, como a gente esperava, mas fez um espetáculo! Valeu cada areia que entrou no meu ouvido e provavelmente só vai sair depois que eu voltar para São Paulo. A única coisa que não combinava com aquele cenário perfeito eram as pessoas barulhentas e sem noção que estavam na praia. Não consegui sentir toda a paz interior que o momento continha, mas foi fundamental para me empolgar para mais um dia.
Para dar um gostinho: o dia com mais UAUs por quilômetro rodado e a heresia de comer pizza nos Estados Unidos.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
Dia 2: burocracias e sonhos até Carmel
Nosso segundo dia teve uma manhã de duras realidades e uma tarde de sonhos. Acordamos em San Francisco (ok, isso também é um sonho, mas vocês vão ver que a manhã não foi tão simples assim) e saímos para tomar café, malas prontas para seguir para o Big Sur. Pedi indicação para o porteiro - perguntei onde ELE tomaria café pelas redondezas - e ele apontou um lugarzinho na quadra de baixo. Fofo, mas olhamos o cardápio na porta e o café sairia uns 15 dólares por pessoa. Ou seja, cheguei à conclusão de que porteiros de hotel ganham muito bem! Pode ser uma saída caso eu venha morar por aqui e não consiga trabalho na minha área.
Comemos então num Donnuts de esquina e pedi uma banana, um muffin e um suco de laranja. Da minha bandeja, o muffin era a comida mais natural... Nem a banana daqui se salva, vai entender. Mas estava bom e o café saiu por 3,95 dólares com tudo.
Partimos então para resolver as burocracias do dia: comprar chip para o celular (graças ao Fê nem precisei pensar muito), fazer mercado para ter coisinhas para almoçar no carro, verificar na loja de aluguel do carro a confusão do seguro (que contei ontem), comprar um filtro pra minha maquina fotográfica (meu filtro que protege a lente estilhaçou no avião, ainda não sei por que), comprar um fone de ouvido profissional pro Fábio e comprar shampoo pra Dani.
Os três primeiros eram do lado do hotel, fomos à pé, mas foi uma demora tremenda por causa das filas. E fiquei chocada com os preços de comida no mercado - e com a ausência quase total de frutas! Os três últimos localizamos pelo Google lojas que fossem próximas e já no caminho da saída e partimos para lá. A de foto foi fácil e rápida. A de som, rodamos appé pela mesma rua várias vezes, sem achar... Até que descobrimos que ficava dentro de um apartamento, dentro de um prédio, sem nenhum letreiro na porta. Nos sentimos muito subversivos! Mas, quando entramos, era uma loja que vendia produtos eletrônicos para grandes empresas - fornecia fones de ouvidos e microfones para a CNN, por exemplo... Por isso não tinha fachada, as empresas fazem o pedido e eles entregam caminhões de produtos... Imagine nossa cara para pedir um singelo fone de ouvido. Foi hilário, mas eles foram super fofos e venderam com toda atenção e profissionalismo!
O que parecia mais simples - o shampoo da Dani - nós não encontramos! Depois de tantas paradas, já era meio dia, então pegamos a estrada. E começou o sonho!
Enganamos o GPS e fomos pela Highway 1, que serpenteia pelo litoral da California, desde o começo. Falésias, curvas, paradas, não sabíamos nem para onde olhar! E não tínhamos idéia de que o melhor ainda estava por vir, dois dias depois! Mas é bom que comece assim, porque os UAUs só aumentam a cada milha percorrida!
Depois de muitas fotos, pulamos o almoço, para a tristeza do Fábio, e seguimos até a 17 Mille Drive, que liga Monterey a Carmel e passa por dentro de um condomínio lindo. Peraí, vamos ser justos. Aqui todas as casinhas são lindas, parecem casinhas de boneca crescidas e bem pintadinhas. O cuidado que eles tem com a aparência do imóvel é impressionante. Então imaginem que as casas normais sejam as vitrines de um shopping como o Iguatemi. Lindas, né? Agora, na 17 Mille Drive, elas são a São Paulo Fashion Week. Deu para sacar a proporção?
O lugar é chique, mas para mim o que interessava mesmo estava do outro lado da rua: a beira-mar, as áreas de mata, as flores da primavera. E são a semana de moda de Paris, para manter a comparação! Vi até um veado, mas ele fugiu antes que o Fábio e a Dani vissem também. Um encanto!
Chegando a Carmel, lembramos imediatamente de Campos do Jordão. Só que na praia. Deu até um nó na cabeça, porque o ar estava gelado, o vento trazia um aroma gostoso dos pinheiros, mas o barulho das ondas e a brisa do mar nos levavam para outra paisagem. Jantamos cedo numa cantina e fomos ver o por do sol na praia. Ai, ai, se todo dia terminasse assim...
Pra ser sincera, o dia seguinte vai terminar assim também! Mas numa praia de areia rosa e ventos que fizeram me sentir num deserto. Ah, já disse que o dia vai começar com baleias?
Comentários aleatórios:
- ainda não vi um americano rir. Todos sorriem. Mas rir mesmo, de sair aquele som gosto do e contrair o abdômen, não... Queria conhecer o som da risada deles!
- a comunicação dos americanos é muito verbal e quase nada gestual. 95 por cento do que eles falam está nas palavras. É impressionante como, pro nosso padrão, faltam expressão facial e o gestual. Mesmo o corpo deles diz muito pouco numa conversa. São muito mais duros e tendem a esperar pelas palavras. Parece até que interpretam pouco do que o corpo e rosto comunicam. E, no caso de nós, brasileiros, a comunicação não verbal fala muito!
Comemos então num Donnuts de esquina e pedi uma banana, um muffin e um suco de laranja. Da minha bandeja, o muffin era a comida mais natural... Nem a banana daqui se salva, vai entender. Mas estava bom e o café saiu por 3,95 dólares com tudo.
Partimos então para resolver as burocracias do dia: comprar chip para o celular (graças ao Fê nem precisei pensar muito), fazer mercado para ter coisinhas para almoçar no carro, verificar na loja de aluguel do carro a confusão do seguro (que contei ontem), comprar um filtro pra minha maquina fotográfica (meu filtro que protege a lente estilhaçou no avião, ainda não sei por que), comprar um fone de ouvido profissional pro Fábio e comprar shampoo pra Dani.
Os três primeiros eram do lado do hotel, fomos à pé, mas foi uma demora tremenda por causa das filas. E fiquei chocada com os preços de comida no mercado - e com a ausência quase total de frutas! Os três últimos localizamos pelo Google lojas que fossem próximas e já no caminho da saída e partimos para lá. A de foto foi fácil e rápida. A de som, rodamos appé pela mesma rua várias vezes, sem achar... Até que descobrimos que ficava dentro de um apartamento, dentro de um prédio, sem nenhum letreiro na porta. Nos sentimos muito subversivos! Mas, quando entramos, era uma loja que vendia produtos eletrônicos para grandes empresas - fornecia fones de ouvidos e microfones para a CNN, por exemplo... Por isso não tinha fachada, as empresas fazem o pedido e eles entregam caminhões de produtos... Imagine nossa cara para pedir um singelo fone de ouvido. Foi hilário, mas eles foram super fofos e venderam com toda atenção e profissionalismo!
O que parecia mais simples - o shampoo da Dani - nós não encontramos! Depois de tantas paradas, já era meio dia, então pegamos a estrada. E começou o sonho!
Enganamos o GPS e fomos pela Highway 1, que serpenteia pelo litoral da California, desde o começo. Falésias, curvas, paradas, não sabíamos nem para onde olhar! E não tínhamos idéia de que o melhor ainda estava por vir, dois dias depois! Mas é bom que comece assim, porque os UAUs só aumentam a cada milha percorrida!
Depois de muitas fotos, pulamos o almoço, para a tristeza do Fábio, e seguimos até a 17 Mille Drive, que liga Monterey a Carmel e passa por dentro de um condomínio lindo. Peraí, vamos ser justos. Aqui todas as casinhas são lindas, parecem casinhas de boneca crescidas e bem pintadinhas. O cuidado que eles tem com a aparência do imóvel é impressionante. Então imaginem que as casas normais sejam as vitrines de um shopping como o Iguatemi. Lindas, né? Agora, na 17 Mille Drive, elas são a São Paulo Fashion Week. Deu para sacar a proporção?
O lugar é chique, mas para mim o que interessava mesmo estava do outro lado da rua: a beira-mar, as áreas de mata, as flores da primavera. E são a semana de moda de Paris, para manter a comparação! Vi até um veado, mas ele fugiu antes que o Fábio e a Dani vissem também. Um encanto!
Chegando a Carmel, lembramos imediatamente de Campos do Jordão. Só que na praia. Deu até um nó na cabeça, porque o ar estava gelado, o vento trazia um aroma gostoso dos pinheiros, mas o barulho das ondas e a brisa do mar nos levavam para outra paisagem. Jantamos cedo numa cantina e fomos ver o por do sol na praia. Ai, ai, se todo dia terminasse assim...
Pra ser sincera, o dia seguinte vai terminar assim também! Mas numa praia de areia rosa e ventos que fizeram me sentir num deserto. Ah, já disse que o dia vai começar com baleias?
Comentários aleatórios:
- ainda não vi um americano rir. Todos sorriem. Mas rir mesmo, de sair aquele som gosto do e contrair o abdômen, não... Queria conhecer o som da risada deles!
- a comunicação dos americanos é muito verbal e quase nada gestual. 95 por cento do que eles falam está nas palavras. É impressionante como, pro nosso padrão, faltam expressão facial e o gestual. Mesmo o corpo deles diz muito pouco numa conversa. São muito mais duros e tendem a esperar pelas palavras. Parece até que interpretam pouco do que o corpo e rosto comunicam. E, no caso de nós, brasileiros, a comunicação não verbal fala muito!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Dia 1 chegada e o sol na Golden Gate
A Califórnia é uma delícia! Sim, só estou aqui há 30 horas, mas tenho certeza!
Ok, para não parecer mais um daqueles textos de viagem cheios de elogios rasgados, quase automáticos, vou também fazer uma crítica: o vento é gelado demais em todos os cantos. Todos. O sol queima a pele, o vento corta. Um combinação cruel! Mas estamos sendo muito bem atendidos pelas pessoas e pelas paisagens por onde passamos.
Duas conclusões até o momento: americanos têm tique com limpeza. E americanos não trabalham nas lojas, restaurantes e qualquer outro lugar em que turista esteja. Ou seja, para ver um americano a gente precisa procurar muito por aí.
Agora contando com detalhes o que foi só em fragmentos para vocês. Nosso périplo de Cumbica a San Francisco demorou 30 horas. Não, não é bom. Não, minhas costas não ficaram bem. Não, não quero repetir. Não numa viagem para os EUA, pelo menos! Se é para demorar tanto, que eu desça do avião e esteja na Tailândia da próxima vez! ;-)
No fim das contas, entre costas doloridas, bumbuns totalmente quadrados e ombros sem movimento, sobrevivemos Mas a mala azul da mamãe, não. Quando fomos pegar as malas no aeroporto, a azul e a preta estavam sem os cadeados. Ou seja, foram inspecionadas e, mesmo eu gastando mais de 100 reais em cadeados certificados para serem abertos sem arrombar pelo governo americano, eles estouraram os lugares onde ficam presos os cadeados no zíper (e, claro, sumiram com os cadeados!). No caso da mala preta, foi só a argolinha que ficou danificada, mas ainda dá para prender um novo cadeado no zíper. No caso da mala azul, acabaram com o zíper todo e um dos compartimentos da mala ficou semiaberto. Eu fiquei p. da vida e fui na United reclamar até me darem uma mala nova. Conseguimos! É quase igual, só que cinza. Sua nova mala, mami! Nenhum prejuízo! :-D
Isso foi no aeroporto de San Francisco, apesar de já termos visto o dano no aeroporto de Washington. Mas estávamos um tanto temerosos pela entrada nos EUA, então resolvemos não criar caso ali. Esperamos ter certeza de que não nos barrariam para reclamar. Afinal, aquela fila enorme e a cara de desconfiança de todos até você passar pela imigração desestimula de reivindicar qualquer direito. Mas, depois de passar a imigração, todos são muito profissionais e parece que querem que você saia satisfeito de onde estiver.
Claro que sempre há exceções. E uma delas foi no aluguel do carro. Alugamos o carro ainda no Brasil, com tudo pago e resolvido (seguro, GPS, motorista adicional etc.). Quando chegamos à locadora, além de um fila gigante (ficamos mais de uma hora em pé, depois de 29 horas sentados), o atendente queria incluir 220 dólares de seguros na nossa conta! Ele disse que os seguros que contratamos não incluíam casos em que alguém sem seguro batesse na gente, nem guincho, caso fosse necessário remover o carro por qualquer motivo. Bateu aquela insegurança, então liguei pro agente que nos vendeu o pacote e ele ficou puto! Mas nem ele parecia confiante o bastante de que estávamos totalmente cobertos. Bom, na dúvida, perguntei se havia uma outra loja da mesma locadora (Dollar, se chama) na cidade para eu resolver isso amanhã de manhã, antes de sair para a estrada. O atendente Laurente - nome francês, mas ele era asiático (lembra de que ninguém que tem contato com turista é americano?) queria urrar de raiva, mas pedimos para ele retirar os itens que ele tinha acrescentado por vontade própria e refazer a locação - ah, sim, esqueci de dizer que ele não avisou que haveria cobrança extra, se eu não tivesse lido as letrinhas pequenas da tela do computador eu nem teria percebido a cobrança - e eu estava tão cansada que foi sorte mesmo eu ter perdido o fio da meada naquele pedaço da tela e relido. Bom, no dia seguinte passamos na outra filial, pegamos mais 20 minutos de fila e descobrimos que o monsieur Laurente tinha mentido para a gente deslavadamente. Uma vergonha!
O carro, pelo menos, tinha espaço para nós três!
Saindo do aeroporto, a Dani queria ver a Golden Gate, já que ela não vai voltar a San Francisco. Colocamos um endereço próximo no GPS e partimos. No meio do caminho, o GPS ficou louco, mas ainda assim conseguimos chegar a tempo de ver o por do sol. Momento mágico, depois de 31 horas de cansaço!
Na saída, ainda encontramos um pessoal fazendo uma festa no gramado e resolvemos nos sentir num filme adolescente americano.
(ops, a ultima foto não rolou... Mostro pessoalmente) Tanta coisa para contar, só que estou cansada de digitar nesse celular e não consegui inserir as fotos. Então o resto - que inclui glamour, comédia e paisagens fantásticas, eu conto manhã...
Ok, para não parecer mais um daqueles textos de viagem cheios de elogios rasgados, quase automáticos, vou também fazer uma crítica: o vento é gelado demais em todos os cantos. Todos. O sol queima a pele, o vento corta. Um combinação cruel! Mas estamos sendo muito bem atendidos pelas pessoas e pelas paisagens por onde passamos.
Duas conclusões até o momento: americanos têm tique com limpeza. E americanos não trabalham nas lojas, restaurantes e qualquer outro lugar em que turista esteja. Ou seja, para ver um americano a gente precisa procurar muito por aí.
Agora contando com detalhes o que foi só em fragmentos para vocês. Nosso périplo de Cumbica a San Francisco demorou 30 horas. Não, não é bom. Não, minhas costas não ficaram bem. Não, não quero repetir. Não numa viagem para os EUA, pelo menos! Se é para demorar tanto, que eu desça do avião e esteja na Tailândia da próxima vez! ;-)
No fim das contas, entre costas doloridas, bumbuns totalmente quadrados e ombros sem movimento, sobrevivemos Mas a mala azul da mamãe, não. Quando fomos pegar as malas no aeroporto, a azul e a preta estavam sem os cadeados. Ou seja, foram inspecionadas e, mesmo eu gastando mais de 100 reais em cadeados certificados para serem abertos sem arrombar pelo governo americano, eles estouraram os lugares onde ficam presos os cadeados no zíper (e, claro, sumiram com os cadeados!). No caso da mala preta, foi só a argolinha que ficou danificada, mas ainda dá para prender um novo cadeado no zíper. No caso da mala azul, acabaram com o zíper todo e um dos compartimentos da mala ficou semiaberto. Eu fiquei p. da vida e fui na United reclamar até me darem uma mala nova. Conseguimos! É quase igual, só que cinza. Sua nova mala, mami! Nenhum prejuízo! :-D
Isso foi no aeroporto de San Francisco, apesar de já termos visto o dano no aeroporto de Washington. Mas estávamos um tanto temerosos pela entrada nos EUA, então resolvemos não criar caso ali. Esperamos ter certeza de que não nos barrariam para reclamar. Afinal, aquela fila enorme e a cara de desconfiança de todos até você passar pela imigração desestimula de reivindicar qualquer direito. Mas, depois de passar a imigração, todos são muito profissionais e parece que querem que você saia satisfeito de onde estiver.
Claro que sempre há exceções. E uma delas foi no aluguel do carro. Alugamos o carro ainda no Brasil, com tudo pago e resolvido (seguro, GPS, motorista adicional etc.). Quando chegamos à locadora, além de um fila gigante (ficamos mais de uma hora em pé, depois de 29 horas sentados), o atendente queria incluir 220 dólares de seguros na nossa conta! Ele disse que os seguros que contratamos não incluíam casos em que alguém sem seguro batesse na gente, nem guincho, caso fosse necessário remover o carro por qualquer motivo. Bateu aquela insegurança, então liguei pro agente que nos vendeu o pacote e ele ficou puto! Mas nem ele parecia confiante o bastante de que estávamos totalmente cobertos. Bom, na dúvida, perguntei se havia uma outra loja da mesma locadora (Dollar, se chama) na cidade para eu resolver isso amanhã de manhã, antes de sair para a estrada. O atendente Laurente - nome francês, mas ele era asiático (lembra de que ninguém que tem contato com turista é americano?) queria urrar de raiva, mas pedimos para ele retirar os itens que ele tinha acrescentado por vontade própria e refazer a locação - ah, sim, esqueci de dizer que ele não avisou que haveria cobrança extra, se eu não tivesse lido as letrinhas pequenas da tela do computador eu nem teria percebido a cobrança - e eu estava tão cansada que foi sorte mesmo eu ter perdido o fio da meada naquele pedaço da tela e relido. Bom, no dia seguinte passamos na outra filial, pegamos mais 20 minutos de fila e descobrimos que o monsieur Laurente tinha mentido para a gente deslavadamente. Uma vergonha!
O carro, pelo menos, tinha espaço para nós três!
Saindo do aeroporto, a Dani queria ver a Golden Gate, já que ela não vai voltar a San Francisco. Colocamos um endereço próximo no GPS e partimos. No meio do caminho, o GPS ficou louco, mas ainda assim conseguimos chegar a tempo de ver o por do sol. Momento mágico, depois de 31 horas de cansaço!
Na saída, ainda encontramos um pessoal fazendo uma festa no gramado e resolvemos nos sentir num filme adolescente americano.
(ops, a ultima foto não rolou... Mostro pessoalmente) Tanta coisa para contar, só que estou cansada de digitar nesse celular e não consegui inserir as fotos. Então o resto - que inclui glamour, comédia e paisagens fantásticas, eu conto manhã...
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