A Califórnia é uma delícia! Sim, só estou aqui há 30 horas, mas tenho certeza!
Ok, para não parecer mais um daqueles textos de viagem cheios de elogios rasgados, quase automáticos, vou também fazer uma crítica: o vento é gelado demais em todos os cantos. Todos. O sol queima a pele, o vento corta. Um combinação cruel! Mas estamos sendo muito bem atendidos pelas pessoas e pelas paisagens por onde passamos.
Duas conclusões até o momento: americanos têm tique com limpeza. E americanos não trabalham nas lojas, restaurantes e qualquer outro lugar em que turista esteja. Ou seja, para ver um americano a gente precisa procurar muito por aí.
Agora contando com detalhes o que foi só em fragmentos para vocês. Nosso périplo de Cumbica a San Francisco demorou 30 horas. Não, não é bom. Não, minhas costas não ficaram bem. Não, não quero repetir. Não numa viagem para os EUA, pelo menos! Se é para demorar tanto, que eu desça do avião e esteja na Tailândia da próxima vez! ;-)
No fim das contas, entre costas doloridas, bumbuns totalmente quadrados e ombros sem movimento, sobrevivemos Mas a mala azul da mamãe, não. Quando fomos pegar as malas no aeroporto, a azul e a preta estavam sem os cadeados. Ou seja, foram inspecionadas e, mesmo eu gastando mais de 100 reais em cadeados certificados para serem abertos sem arrombar pelo governo americano, eles estouraram os lugares onde ficam presos os cadeados no zíper (e, claro, sumiram com os cadeados!). No caso da mala preta, foi só a argolinha que ficou danificada, mas ainda dá para prender um novo cadeado no zíper. No caso da mala azul, acabaram com o zíper todo e um dos compartimentos da mala ficou semiaberto. Eu fiquei p. da vida e fui na United reclamar até me darem uma mala nova. Conseguimos! É quase igual, só que cinza. Sua nova mala, mami! Nenhum prejuízo! :-D
Isso foi no aeroporto de San Francisco, apesar de já termos visto o dano no aeroporto de Washington. Mas estávamos um tanto temerosos pela entrada nos EUA, então resolvemos não criar caso ali. Esperamos ter certeza de que não nos barrariam para reclamar. Afinal, aquela fila enorme e a cara de desconfiança de todos até você passar pela imigração desestimula de reivindicar qualquer direito. Mas, depois de passar a imigração, todos são muito profissionais e parece que querem que você saia satisfeito de onde estiver.
Claro que sempre há exceções. E uma delas foi no aluguel do carro. Alugamos o carro ainda no Brasil, com tudo pago e resolvido (seguro, GPS, motorista adicional etc.). Quando chegamos à locadora, além de um fila gigante (ficamos mais de uma hora em pé, depois de 29 horas sentados), o atendente queria incluir 220 dólares de seguros na nossa conta! Ele disse que os seguros que contratamos não incluíam casos em que alguém sem seguro batesse na gente, nem guincho, caso fosse necessário remover o carro por qualquer motivo. Bateu aquela insegurança, então liguei pro agente que nos vendeu o pacote e ele ficou puto! Mas nem ele parecia confiante o bastante de que estávamos totalmente cobertos. Bom, na dúvida, perguntei se havia uma outra loja da mesma locadora (Dollar, se chama) na cidade para eu resolver isso amanhã de manhã, antes de sair para a estrada. O atendente Laurente - nome francês, mas ele era asiático (lembra de que ninguém que tem contato com turista é americano?) queria urrar de raiva, mas pedimos para ele retirar os itens que ele tinha acrescentado por vontade própria e refazer a locação - ah, sim, esqueci de dizer que ele não avisou que haveria cobrança extra, se eu não tivesse lido as letrinhas pequenas da tela do computador eu nem teria percebido a cobrança - e eu estava tão cansada que foi sorte mesmo eu ter perdido o fio da meada naquele pedaço da tela e relido. Bom, no dia seguinte passamos na outra filial, pegamos mais 20 minutos de fila e descobrimos que o monsieur Laurente tinha mentido para a gente deslavadamente. Uma vergonha!
O carro, pelo menos, tinha espaço para nós três!
Saindo do aeroporto, a Dani queria ver a Golden Gate, já que ela não vai voltar a San Francisco. Colocamos um endereço próximo no GPS e partimos. No meio do caminho, o GPS ficou louco, mas ainda assim conseguimos chegar a tempo de ver o por do sol. Momento mágico, depois de 31 horas de cansaço!
Na saída, ainda encontramos um pessoal fazendo uma festa no gramado e resolvemos nos sentir num filme adolescente americano.
(ops, a ultima foto não rolou... Mostro pessoalmente) Tanta coisa para contar, só que estou cansada de digitar nesse celular e não consegui inserir as fotos. Então o resto - que inclui glamour, comédia e paisagens fantásticas, eu conto manhã...



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