segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dia 3: Baleias! Águas vivas! Pfeiffer Beach!

Quantos momentos mágicos acontecem numa vida? Tenho o privilégio de dizer que, só ontem, vivi três.

Primeiro momento mágico: Baleias!

Quando descobri que era possível fazer um passeio de barco para ver baleias em mar aberto em Monterey, minha viagem mudou! Literalmente! Troquei a data de diversos passeios, fiz um novo planejamento do roteiro, coloquei outras roupas na mala e, claro, aumentei em 300% o sorriso no meu rosto! Admito que foi fácil convencer o Fábio e a Dani a irem no passeio. Afinal, do meu lado estava um animal de 16 metros, 40 toneladas e que povoa o nosso imaginário desde criancinhas! Lá fomos nós enfrentar um frio congelante num barco pequeno em um dia cheio de névoa e mar agitado... E rindo à toa!

Fiz questão de encontrar um barco pequeno, com até 30 pessoas e guiado por um biólogo. Também queria que fosse uma viagem com pouco impacto ou interferência para os animais, afinal, se não gosto da exposição que os bichos sofrem num zoológico, não querotransformar meu passeio num motivo de estresse para os animais.

O biólogo do barco garantiu que eles não ultrapassam a zona de conforto das baleias - mesmo que isso signifique pra gente ver de mais longe -  e que nunca perseguem ou navegam contra a baleia. Além disso, usam 95% de biodiesel (principalmente óleo usado por restaurantes da região).

Consciência tranquila, embarcamos e logo na saída vimos vários leões marinhos nadando! Parecia que davam Oi para a gente, com as nadadeiras para fora da água. Mas estavam fazendo aquele controle básico da temperatura, deixando a nadadeira, que é cheia de casos sanguíneos, pegar um ventinho. Depois, o animal mais fofo que vimos até agora: uma lontra! Marinha, claro, toda peludinha, cabeça mais clara, deitada na água, boiando com as patinhas cruzadas em cima da barriga! Uma graça! (as fotos vou por depois, desculpem!)

Até que, de repente, um jato de água no ar e um movimento estranho do mar, até que surge um corpo enorme... E um segundo... E o terceiro! Três baleias jubartes ao nosso lado! Eu não conseguia falar de emoção! É impressionante, vem uma alegria que enche o corpo, preenche cada espacinho com vontade de pular, dançar, saltar, dar um abraço gostoso. e quando sai a cauda, o UAU fica incontrolável! Daqueles que a boca nem fecha depois, que emenda em mais um UAU, em um VOCÊ VIU ISSO? e num SERÁ QUE É UM SONHO? Sim, é um sonho se realizando.

Foi um dia ruim de mar, segundo o guia. Se o tempo estivesse melhor, provavelmente teríamos visto alguns golfinhos e talvez até orcas! Mas vamos combinar que já foi bom demais, não?!

Momento mágico número 2: as águas vivas!

De volta a Monterey, almoçamos camarão e fomos ao aquário. Como adiantei, não gosto de animais em exposição, fora do seu habitat. Mas tenho que admitir que as águas vivas foram incríveis! Fiquei surpresa como a maioria nada de cabeça para baixo, pelo menos em relação ao que eu chamava de cabeça. E fiquei hipnotizada. Se fizesse o passeio ao aquário de novo, não faria questão de ver nenhum outro animal. Passaria o tempo todo na área das águas vivas.

Pensando bem, acho que preciso aprender o ritmo delas. É muito relaxante. Acho que elas podem me tornar uma pessoa mais equilibrada. Menos ansiosa. Mais fluida. Nossa, que viagem! Tá vendo o desprendimento mental que elas provocam?

Momento mágico número 3: por do sol na Pfeiffer Beach

Para coroar de rosa e dourado o fim de tarde, fomos à Pfeiffer Beach. Na 1 hora de estrada até lá já percebemos que o melhor do Big Sur ainda viria naquele fim de tarde e no dia seguinte, quando repetimos o caminho. Mesmo assim, tirei dezenas de fotos pela janela do carro em movimento, que ficaram impressionante boas, graças à paisagem irretocável! Mas não parecia podíamos parar, não hoje, porque corríamos contra o sol.

A Pfeiffer Beach tem um dos ventos mais fortes que já enfrentei. Aliás, em vários momentos da viagem achamos que a qualquer momento surgiria um tornado! Seja porque a paisagem era perfeita para um filme desse tipo - com campos abertos enormes e casinhas lindas com cara de que o tufão gostaria de levá las pelos ares - seja porque o vento é forte mesmo por essas bandas do litoral. E esse era o caso da praia a que chegamos.

O sol não se pôs num buraco da pedra que é o símbolo da praia, como a gente esperava, mas fez um espetáculo! Valeu cada areia que entrou no meu ouvido e provavelmente só vai sair depois que eu voltar para São Paulo. A única coisa que não combinava com aquele cenário perfeito eram as pessoas barulhentas e sem noção que estavam na praia. Não consegui sentir toda a paz interior que o momento continha, mas foi fundamental para me empolgar para mais um dia.

Para dar um gostinho: o dia com mais UAUs por quilômetro rodado e a heresia de comer pizza nos Estados Unidos.

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